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Sábado, Novembro 14, 2009

ÍNDICE DE MENSAGENS EM ÁUDIO

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

ÍNDICE DE PASTORAIS

Terça-feira, Maio 12, 2009

A Soberba do teu Coração te Enganou - Josemar Bessa

“Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem” (Rm 3.4). Há uma incrível tendência em nós para a mentira. Isso está tão relacionado com o homem que ele é capaz de mentir para si mesmo. Paulo aqui em Romanos faz uma acusação a toda a raça humana. E a mentira e o engano toma várias formas no coração humano – Jeremias diz que “enganoso é o coração do homem, mais corrupto que qualquer outra coisa...”
Mas chegar ao ponto de mentirmos para nós mesmos sobre nós, é chocante. De todas as tarefas que a verdade de Deus nos impõe em nossa integridade, é a difícil tarefa de contar a verdade sobre nós mesmos para nós mesmos. Se nós olharmos para nós mesmos superficialmente ( e quase sempre é assim que nos olhamos ) parece ridículo e inacreditável que seja difícil falar a verdade sobre nós para nós mesmos. Mais aí é que entra outra característica poderosa infundida na queda nos homens – O ORGULHO.
O profeta Obadias diz: “A soberba do teu coração te enganou” (Ob 1.3). Há um desejo intenso no homem de que as pessoas tenham uma boa opinião sobre ele. Isto está tão misturado a essência do que somos, que antes dos outros, nós desejamos ter um boa opinião sobre nós mesmos, por isso nos enganamos. Nada é mais difícil do que enfrentar com honestidade o lado obscuro da nossa personalidade – a verdade sobre nós mesmos é cruel, dolorosa... escapamos pelo caminho do auto-engano em nossa soberba. Sempre olhamos para nós com o melhor dos olhos. Isso certamente leva o homem a ruína – Deus não exige de nós a perfeição, mais exige a honestidade.
“A soberba do teu coração te enganou” – A avaliação que eles ( a quem Obadias se dirigia – Edom) estava errada. Geralmente só o poder sobrenatural do Espírito Santo nos leva a convicção da verdade sobre nós mesmos. Olhamos nossas ações, como vimos, com a melhor de todas as luzes possíveis – ao mesmo tempo em que somos rápidos e agudos para olhar as atitudes dos outros com severidade, sempre estamos prontos a nos perdoar e explicar as nossas atitudes. RACIONALIZAÇÃO – O ser humano é especialista nisto. Aquela nação, quanto a avaliação que os outros faziam deles, pensavam que eram vistos em honra – porque era assim que o corações deles viam a si mesmo – e a soberba os fez completamente cegos a realidade – Deus diz “Tu és mui desprezado” (v.2) – Vocês estão enganados, enganados pela sua própria soberba – seus corações são mentirosos.
Algumas vezes a racionalização faz as pessoas não verem e justificaram os pecados mais óbvios. Arão a usou quando seu irmão, Moisés, se deparou com o pecado dele ao construir um bezerro de outro para os israelitas adorarem: “...Tu sabes que este povo é propenso para o mal. Eles me disseram: ‘Faça para nós deuses que nos conduzam...’ Então eu lhes disse: Quem tiver enfeites de ouro, traga-os para mim. O povo trouxe-me o ouro, eu o joguei no fogo e surgiu esse bezerro!” (Êx 32.22-24) Inacreditável! Ele conta como se fosse mero espectador inocente. Depois de pegar o ouro do povo ele jogou no fogo e, acreditem, do nada saiu um bezerro. Foram aquelas pessoas difíceis, más... Ele jamais seria capaz de fazer aquilo. Lógico que Aarão estava enganando a si mesmo.
Nos enganar certamente nos levará a ruína. No coração dos Edomitas eles se sentiam seguros – essa era a mensagem que ouviram dos seus próprios corações – “...ó tu que habitas nas fendas das rochas, na tua alta morada que dizes no teu coração: Quem me derrubará em terra?Embora te eleves como águia, e ponhas o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei...” (Ob 1.3,4). O coração deles mentiu a eles sobre a segurança pessoal deles, sobre como eles eram fortes e bem edificados. Deus está dizendo que quando o homem ouve a mentira do seu coração e sente seguro – haverá repentina ruína.
Mesmo quando longe da sabedoria de Deus – o coração diz ao homem – “Tu és sábio...” – Era isso que os edomitas ouviam dos seus próprios corações – Mas sob o olhar de Deus que a tudo prescruta, é dito: “Naquele dia, não farei perecer os sábios de Edom , e o entendimento da montanha de Esaú?” (v.8).
O homem faz planos, se alia com aqueles que eles acham fortes e se sentem seguros. Esse é mais um passo terrível da soberba do coração, do auto-engano. Todas as alianças de Edom falharam quando de fato precisaram delas. “Os que gozam da tua paz te enganaram” (v.7). O auto-engano que o orgulho produz, deixa o homem completamente vulnerável a toda espécie de engano vindo de outros, em quem colocaram a sua confiança. Tudo falhou para os edomitas – tudo falhará para com aqueles que mentem para si mesmos a respeito de si mesmos. Mentir para nós mesmos sempre nos levará a ruína.
Por que os Edomitas estavam propensos ao auto-engano: O ORGULHO. O orgulho nos prepara, dispõe todo o nosso ser a sermos enganados por nós mesmos, pelo diabo, pelos homens... Nossa capacidade de julgar é solapada, todos os pontos de referência são corrompidos e ficamos incapazes de julgar a nós mesmos.
Os pesos da balança que usamos são falsos – e com pesos falsos, como obteremos resultado verdadeiro. A pessoa pode viver na igreja, ouvir mil mensagens – mas com sua balança falsa sempre será enganada por seu próprio coração. Podemos medir, medir... mas se a balança está adulterada, o resultado sempre estará errado. O orgulho nos torna desejosos de receber elogios, lisonja, palavras de apoio... e num mundo enganoso ( que faz eco com nossos corações ) a lisonja virá e nosso coração insensato e mentiroso a aceitará com alegria. A Palavra fica infrutífera – a ruína chega cedo ou tarde: “A casa de Jacó será fogo, e a casa de José chama; a casa de Esaú palha, e aqueles se acenderão contra eles, e os consumirão” (v.18).
Se pelo poder do Espírito não vencermos o auto-engano, como Adão, que pensou que a fruta o tornaria como o seu Criador – sentiremos o mesmo juízo de Deus – a fruta fez adão semelhante a serpente.
“A soberba do teu coração te enganou” – Que alerta tremendo contra o auto-engano, a soberba e a racionalização. Ao lermos a história de Davi com Bete-Sabá, vemos que esse perigo nos assedia diariamente. O profeta Natã confrontou Davi. Abordou o rei com uma parábola (2Sm 12.1-4) – Quando Davi ouviu a história, ficou furioso: “Então o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa,e porque não se compadeceu” (2Sm 12.5-6). Então Natã corajosamente disse: “Você é tal homem!” – Ouve o mais profundo arrependimento que podemos ver na Bíblia – Davi escreveu o Salmo 51 que é a suma do verdadeiro arrependimento – mas devemos lembrar – que o auto-engano é tão poderoso em nós, que Davi não pôde ver sua culpa diretamente. Natã disfarçou o pecado na vida de outra pessoa, a só aí Davi pôde vê-lo. Davi em momento algum ligou a história ao que ele tinha feito. Eis a dificuldade de se fazer a aplicação pessoal daquilo que a Palavra de Deus mostra.
É completamente inútil ouvir milhares de mensagens se não conseguirmos fazer a aplicação pessoal delas. Natã teve que apontar o dedo no rosto de Davi. Você Davi, esta é a tua história. Cada homem tem essa tendência – mas se ao sermos confrontados não reagirmos como Davi. A ruína se abaterá sobre nós – porque ainda hoje, como disse o profeta Obadias, a verdade se impõe: “A soberba do seu coração te enganou” – Verdadeira humilhação, como a de Davi ao ser tão duramente confrontado, é a única forma de escaparmos da armadilha que a soberba já armou em nossos corações.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

A Multidão e Obede-Edom - Pastoral - Josemar Bessa

Impressionar a Deus é uma tarefa possível ao homem? Claro que não!! Então por que se perde tempo tentando? Deus é Onipotente e por isso o esforço humano em impressioná-lo é fútil, pois a grandeza dos homens não pode impressionar um Deus de grandeza infinita.
Com a nova vida implantada no homem pelo Espírito, honrar a Deus é possível, não impressioná-lo, mais isso não é uma boa notícia para os que acham que podem de alguma forma barganhar com o Deus Eterno. Devemos largar de definitivamente a tentativa fútil de impressionar a Deus e começar a honrá-lo já. Mas qual é a única maneira que de fato nos leva a honrá-lo?
Deus não se impressiona com o que nos impressionamos. Muitas vezes medimos de forma equivocada mesmo aquilo que supomos ser espiritual. Deus exige algo que nós costumamos não levar em conta. Em I Crônicas 13.8 está escrito: “Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, com cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamborins, com címbalos e com trombetas”.
Para muitos esta seria a descrição perfeita do louvor e da adoração que exalta a Deus. Mais do que isso – descrição do que impressiona Deus. Nós nos acostumamos a nos impressionar com os números. Ali estava uma multidão. Multidões impressionam a Deus? Torna aceitável algo para Ele? A Bíblia diz que Deus conta o número das estrelas e as chama pelos nomes. Assim Ele vê todo o universo criado.
A Terra, onde vivemos, é um pequeno planeta que gira em torno de uma estrela que chamamos de Sol. Esta estrela tem o volume um milhão e trezentas vezes maior do que a Terra. Mais existem estrelas milhões de vezes mais luminosas que o Sol. Só na nossa galáxia existem cem bilhões de estrelas. A Via Láctea tem cem mil anos-luz de extensão (Um ano luz equivale a 299.792.458 Km/s) – O sol precisa de duzentos milhões de anos para cumprir apenas uma órbita em volta da nossa galáxia. Existem milhões de galáxias além da nossa. E Deus chama cada estrela individualmente por um nome próprio, é o que o livro de Salmos diz. Deus chama o Sol por um nome que não conhecemos, e faz o mesmo com trilhões e trilhões de estrelas espalhadas nas incontáveis galáxias. Dá ordem e todas lhes obedecem.
Uma multidão na rua como descrita em I Crônicas 13.8, pode impressionar você, não a Deus.
Ali estava Davi com uma multidão de pessoas que supostamente louvavam a Deus – milhares e milhares. Sabe o que este texto nos ensina?
AS MULTIDÕES NÃO ASSEGURAM A BENÇÃO. Acreditamos que se reunirmos uma multidão em “nome de Deus” – Ele se empolgará e isso moverá o Seu coração. O que aquela multidão junto com Davi estava fazendo? Cantavam!! Imagine o som de uma nação inteira “louvando” a Deus. O ajuntamento, o alcance daqueles cânticos – Deus não pode deixar de se impressionar, pensamos. É com isso que sonhamos – multidões se juntando para cantar – jovens, velhos, crianças, homens, mulheres... Havia uma grande quantidade de músicos – Cântico poderoso acompanhado por harpas, trombetas, tambores... O que esta multidão nos ensina?
CULTOS SINTUOSOS NÃO SÃO GARANTIA DE GRAÇA. Não são garantia do olhar gracioso de Deus. Não são garantia de Sua aceitação. Deus não é “pragmático” como tendemos a ser – Se uma multidão se juntou numa grande celebração a Deus – o que mais importa? Isso pode impressionar você, não a Deus.
Aquela multidão não estava cantando sem forças, desanimadas, empurradas, arrastadas... Aquela multidão estava cheia de energia, se aplicando ao máximo ao que estava fazendo. O texto diz: “Alegravam-se perante Deus com todas as suas forças” – Não era uma adoração maçante, sem graça, sem vida. Era um culto brilhante, cheio de entusiasmo contagiante, cheio de vida e animação, cheio de alegria – Não pequena alegria, eles cantavam com todas as suas forças e se alegravam com todas as suas forças. No entanto, tudo acabou no mais retumbante fracasso. A multidão que cantava alegremente e fazia aquele culto sintuoso e brilhante, não o fazia segundo as ordens de Deus. Num tempo como o nosso é bom recordarmos que uma multidão cantando com vibração... Não pode tornar a sua vontade o padrão daquilo que Deus aceita, nem impressioná-lo. Aquele culto prestado por aquela multidão vibrante não levou em conta a Palavra de Deus, por isso não podia ser aceitável a Ele, e o número de pessoas envolvidas, e o culto brilhante que celebram, não podia mudar esse fato. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus não estava sendo honrada – como Deus havia mostrado claramente na sua Palavra. A idéia de que podemos cultuá-lo da nossa maneira, e de que quanto mais gente envolvida, mais o coração de Deus se moverá, é um erro estúpido. E estupidez sempre leva a ruína.
O TEMOR - Naquele dia um homem morreu – seu nome era Uzá. Esse nome deve sempre nos lembrar que os paradigmas do nosso tempo estão errados e podem levar muitos a morte. Fazer algo certo mais à nossa maneira torna tudo em erro. Em desagrado e desonra a Deus. Não importa se a multidão está alegre, cantando com todas as suas forças, e alguns quem sabem, até se divertindo. Não importa se uma multidão foi atraída.
A terrível morte de Uzá causou um grande temor.Um temor que acabou com os cânticos naquele dia e dispersou a multidão. Um temor que deixou as ruas vazias e casas cheias de pessoas perplexas. Um temor que perdemos nos nossos dias. Dias em que confundimos qualquer multidão cantando e se “alegrando” em Deus, como algo que realmente O honra. Achando que nossas luzes e fumaças podem impressionar o Criador do Universo.
Deve haver em nós um senso de indignidade ao nos aproximarmos de Deus para um trabalho tão santo como a verdadeira adoração. Não pode ser do nosso modo, não pode ser para divertir e alegrar as pessoas, não pode ser apenas um chamariz para as multidões ávidas por entretenimento.
Naquele dia Davi ficou perturbado: “Então Davi se desgostou porque o Senhor havia irrompido contra Uzá” – Mas Davi logo percebeu que ficar desgosto com a demonstração da ira de Deus não era o caminho a ser seguido. Cheio de temor, Davi se perguntou – “Como trarei a mim a arca de Deus?” – A resposta é – DO MODO DE DEUS. Deus tinha registrado em sua Palavra como devia ser feito. Quiseram inovar, quiseram ser criativos, esqueceram os velhos preceitos de Deus. Deus tinha dito que a Arca seria carregada por sacerdotes através de varas postas nas argolas que estavam sobre Arca – que seria carregado nos ombros. Mas a criatividade diz, porque não usar um carro de bois? É mais prático. Por que fazer tantos sacrifícios? Vamos nos alegrar em Deus e “fazer do nosso jeito” – Não é a cara da mente que norteia os nossos dias? Uzá e Aiô guiavam o carro – os bois tropeçaram, a Arca tombou, Uzá tentou segurá-la – a festa acabou!!
Uzá estava morto.
UMA MULTIDÃO CANTANDO E SE ALEGRANDO – não pode mudar o pensamento de Deus. A Bíblia diz: “Temeu Davi ao Senhor” – Ele foi esmagado por um temor santo. Por não vermos “Uzás” caindo mortos em meio ao cântico das multidões, seguimos em frente achando que o culto brilhante da multidão cativa o coração de Deus. Davi se voltou para a Palavra de Deus para descobrir de que maneira as coisas deviam ser feitas. Fez uma pausa longa, até ter certeza que não faria mais nada segundo sua própria opinião.
A Arca foi deixada na casa de um homem chamado Obede-Edom. Ninguém morreu lá. Um homem e sua família ficaram com a Arca e agradaram a Deus. Deus que rejeitou a multidão com sua própria opinião de como cultuá-lo. Quebrando em nós a idéia tola de que o erro feito por uma multidão ( mesmo que num suposto culto a Deus ) – pode por causa disso, impressionar e ter a aceitação de Deus. Deus se agradou de um homem que o obedeceu. Entre a multidão com sua própria opinião e Obede-Edom com sua obediência, Deus ficou com um único homem e rejeitou a multidão. “Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa, e o Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o que ele tinha”.
A MENTE DE DEUS É O QUE IMPORTA – Davi entendeu isso. Ele adequou-se à mente de Deus: “E os levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, pelas varas que nela havia. Como Moisés tinha ordenado, conforme a Palavra do Senhor” – Nossas mentes, nosso métodos, nossos cultos devem ser governados por Deus. Termos consciência do chamado santo ao qual nós fomos chamados: “Assim santificaram-se os sacerdotes e os levitas, para fazerem subir a arca do Senhor Deus de Israel”.
Outro rei de Israel já tinha ouvido: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios ( culto ) quanto que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado de feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a Palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei” (I Samuel 15.22,23). Saul quis prestar um culto a Deus com todo o seu exército com o fruto da sua desobediência, de sua ganância, de seu materialismo... como isso se parece com o que chamamos culto hoje.
Essas histórias são antigas, desbotadas pelo tempo. Mas a propensão humana em desobedecer e querer prestar culto a sua maneira continua a mesma. Achar que grandes ofertas, grandes multidões, grande alegria... torna o erro em algo certo, o inaceitável em aceitável ao Deus santo, soberano e que não pode ser impressionado com nada que achamos grande.
Samuel disse três coisas a Saul:

· Obedecer é melhor do que todos os tipos de sacrifícios (cultos).
· Rebelar-se é semelhante a envolver-se com satanismo.
· Desobedecer nos coloca no mesmo patamar de quem adora outros deuses.

Talvez você esteja substituindo qualquer outra coisa no lugar da ordem clara de Deus em Sua Palavra – Não o faça mais – Não espere mais – OBEDEÇA!
Talvez você se junte a multidão num espírito teimoso que leva você a se rebelar contra a direção de Deus – Não cultive o hábito de resistir a Deus. Lembre de Uzá, lembre de Saul. Não se rebele mais – OBEDEÇA!
Talvez você ache que o que uma multidão faz se torna certo e Deus não pode rejeitar. Não se engane mais – OBEDEÇA!
Não podemos impressionar o Deus Onipotente. O Criador do Universo – Não podemos barganhar com o dono de todas as coisas. Não há nenhuma prova de amor a Deus a não ser a obediência... nada mais, nada menos. OBEDEÇA!!!!
Deus tem prazer naqueles que desfrutam do gozo de saber que Deus é Deus – que esperam nele silenciosos – Deus tem prazer nessas pessoas. Mesmo quando sozinhas, mesmo se nunca fizerem parte de uma multidão aqui na terra. Ele se agrada daqueles que esperam no imensurável poder dele. Não tente impressioná-lo!!
Josemar Bessa

Terça-feira, Abril 07, 2009

Teologia da Prosperidade - (Acaz) Uma Corrida para a Ruína.

Por que como um câncer a “teologia da prosperidade” foi se alastrando numa metástase diabólica no ceio da igreja protestante? O que vemos hoje (Se olharmos com olhos espirituais e bíblicos), é uma terra arrasada, escombros e ruínas (Como Jeremias viu Jerusalém ) daquilo que devia ter sua existência (igreja) com o único propósito de proclamar a glória de Deus.
Não é difícil resistir algo inicialmente, mas a medida que o tempo passa, a cobiça domina, nossos olhos se tornam a única porta de “verdade” para a “igreja”. Esquecemos a Palavra. A igreja hoje é o retrato fiel dos seus líderes. Um retrato do coração e ambição mundana. “Mas eles foram a causa da sua ruína e da ruína de todo o Israel” (2Cr 28.23).
Acaz voltou de Jeová para servir aos deuses de Damasco. Como hoje. E por quê? Porque a Síria estava gozando de prosperidade. Ao ver o que Acaz viu, a igreja começou a imitar o mundo, e igrejas ao olharem as outras foram imitando a imitação do mundo – Resultado? Metástase que parece irreversível.
O que Acaz fez? “Ele ofereceu sacrifícios aos deuses de Damasco que o haviam derrotado, pois pensava: ‘Já que os deuses da Síria os têm ajudado, oferecerei sacrifícios a eles para que me ajudem também’. Mas eles foram a causa de sua ruína, e da ruína de todo o Israel”.
Não há outro resultado possível. O pragmatismo não pode dirigir quem quer ser guiado por Deus – mas sim uma confiança absoluta em Sua Palavra. O que valia para Israel vale para a igreja no século XXI – A conseqüente introdução de falsos deuses e a profanação do culto a Deus ( e como esse culto tem sido profanado hoje no altar de Mamom ) tornou-se a ruína de Acaz e seu reino.
Esta é a ruína da igreja, a mesma de Acaz e Israel. E ela acontece pelos mesmos motivos. Os ídolos modernos tomaram completamente o lugar da Palavra de Deus e sua glória. Os ídolos estão navamente estabelecidos e adorados alegremente em nossos dias.
Nada mais trágico do que ver o próprio homem ( e igreja ) se arruinando: “...eles foram a causa da sua ruína e de todo o Israel” (2Cr 28.23). Acaz claramente é o tipo de
muitos e muitas igrejas destruidoras de si. “A tua ruína, ó Israel, vem de ti” (Os 13.9) – Como seria bom se houvessem vários Oséias proclamando hoje, mas na verdade são tão poucos. Acaz quis ser seu próprio mestre – Esqueceu Deus, esqueceu Sua Palavra – Só conseguia ver a “prosperidade” da Síria. Ficou fascinada e paralisado como uma presa diante da serpente. Isso sempre arruína – arruinou o filho pródigo – arruinou Acaz – arruinou Israel, e arruinará milhões e milhões de outros.
É a arrogância que faz pastor imitar pastor, igreja imitar igreja – todos indo em direção a ruína da “Teologia da Prosperidade”. A arrogância e a arbitrariedade ao pecar: “Andou nos caminhos dos reis de Israel” (2 Rs 16.3,4). Essa é uma corrida morro abaixo. Cada vez mais a velocidade aumenta e o abismo se aproxima – Esta é uma corrida para a ruína.
Um dia a idéia mundana de “prosperidade” custará muito caro. Acaz esbanjou tesouro em sua cópia da adoração dos deuses da Síria invejando a sua prosperidade. Mas é bom que se diga aos iludidos, Acaz gastou muito e ganhou pouco. Isto vale para a igreja e para as pessoas individuais.
Desperdício! O trágico é que nossa vida aqui não é um recurso inesgotável e logo nosso tempo se encerrará. Que legado trágico deixaremos as próximas gerações. Nossas existências só se justificam se forem para a glória de Deus – o mesmo vale para a igreja em geral. Desperdício e muitos outros caminhos errados são caros e ruins.
Quando estamos obstinados, como os dias em que vivemos hoje na igreja, nós somos capazes da loucura de desafiar Deus. Acaz desafiou a punição: “Mesmo nessa época em que possou por tantas dificuldades, o rei Acaz tornou-se ainda mais infiel ao Senhor” ( 1Co 28.22) – Ele estava focado na “prosperidade” dos deuses da Síria. Esta rebeldia ao claro ensino de Deus e contra toda a correção sempre leva à ruína certa.
Nossa geração se acha esperta em seu pragmatismo. Diz “Rico sou e de nada tenho falta” – nós sabemos a resposta que Deus deu a igreja que afirmou isso. Acaz era muito sagaz, e bajulava os grandes. Aos nossos olhos isso parece uma tática perfeita – está funcionando, eles são grandes, por que não nos ajuntarmos a eles? Acaz fez uma cópia do altar dos deuses da Síria e levou para sua casa. Quem é que perece mais rapidamente? Os espertos demais para serem simples e simplesmente seguirem o seu Deus.
Vamos ser justos, Acaz era um homem de “bom gosto” – sabia admirar coisas que fascinam os nossos corações. Ele admirava as antigüidades e o estético na religião. Ah! O estético na religião nunca foi tão admirado como agora.
Se um homem ( Líder ) começasse se enamorar da prosperidade e dos deuses da Síria que supostamente era sua origem – e que levou Acaz a se prostituir com ele – e a grande maioria do povo e dos líderes bradassem contra – Deus ainda estaria sendo honrado em nossos púlpitos e não Mamom. Mas existem loucuras que são coletivas – como isso é real hoje no meio da “igreja”. Veja que quem era para trazer Acaz a razão estava tão fascinado quanto ele: “O sacerdote Urias construiu um altar conforme as instruções que o rei Acaz tinha mandado” (2Rs 16.11). Entre todas as coisas destruidoras na igreja hoje, nós podemos afirmar sem medo de erra – Maus ministros são terríveis destruidores.
Qual é o modelo para a igreja hoje? Quem são seus heróis? Paulo falou “sede meus imitadores como eu sou de Cristo” – Quem dera fosse esse o modelo atual. Acaz imitou pecadores prósperos. O rei da Assíria tornou-se seu tipo, seu paradigma... Isso é conduta ruinosa e destruidora. Ele abandonou todo o culto a Deus. Podemos estar dentro de edifícios adorando e já termos abandonado todo o verdadeiro culto a Deus. Acaz “trancou as portas da casa do Senhor” (2Cr 28.24). Este é o clímax de sua rebelião – não havia lugar para o verdadeiro Deus e os deuses da Assíra que davam “prosperidade”. É verdade, Cristo disse que você não pode servir a Deus e ao dinheiro, a Deus e a Mamom ao mesmo tempo. Isso não pode ser feito nem nos dias de Acaz, nem nos dias de Jesus – e não se engane, nem pela igreja dos nossos dias.
No final de tudo – e o final das escolhas atuais não podem ser diferentes, os deuses falsos foram a ruína de Acaz.
Uma ruína sugere muitas reflexões. Mas a corrida morro abaixo aos deuses da prosperidade é tão desenfreada que não há tempo para reflexões. O que foi? O que poderia ter sido? O que é? O que será? Um dia sentaremos entre as ruínas como Jeremias se sentou entre as ruínas de Jerusalém e choraremos e lamentaremos como ele. Meditações entre ruínas podem ser úteis, apesar de tardias, àqueles que se inclinam a repetir como nossa geração, a experiência de Acaz.
Muitos serão arruinados: “Foram a ruína dele e de todo o Israel” – pelo ensino não estamos enchendo a igreja de verdadeiros israelitas, mas de sírios. Pelo exemplo e pelo ensino estamos fazendo pagãos e não filhos de Deus. A sedução da “prosperidade” é tão grande – que pela sedução a virtude está sendo arruinada. Muitas vezes líderes (como Acaz) pela sua próprio presença destroem tudo o que é bom nos seus liderados. Muitas vezes alguém está tão contaminado, que mesmo no momento que não tem a intenção espalham o contágio, como a Peste Negra se espalhou por toda Europa. O contágio do pecado, da ambição, do amor ao dinheiro... A conduta dos Acazes de Hoje, sua religião perversa e deturpada arruína jovens, influencia os inseguros, sua linguagem e ensino influenciam e atraem os maus.
Lembremos a mensagem de Deus que se repete para nós hoje: “Mas eles foram a causa da sua ruína e da ruína de todo o Israel” (2Cr 28.23). Mas a igreja não poderá culpar só seus líderes, os Acazes de hoje – Deus diz “A tua ruína, ó Israel, vem de ti” (Os 13.9).